Projecto-piloto de Casa de Abrigo para Mulheres Vitimas de Violência com Deficiência e/ou Incapacidade

As casas de abrigo são locais seguros para mulheres vítimas de violência doméstica, com ou sem filhos. A Casa de Abrigo da CERCIAG é uma resposta específica de acolhimento temporário para mulheres vítimas de violência com deficiência/incapacidade que tem como objectivo restabelecer a confiança e a segurança das vítimas e posteriormente apoia-las a (re)organizarem e a (re)construírem um projecto de vida.
A Casa de Abrigo permite apoiar mulheres com deficiência vítimas de violência, nomeadamente de maus tratos físicos ou psicológicos, negligência, e de crimes sexuais. As vítimas com deficiência têm assim uma resposta especializada e personalizada de aconselhamento relacionada com direitos, protecção jurídica e social, habitação, ocupação, formação e/ou emprego. Pretende-se com esta resposta acolher e garantir protecção imediata em situações limite de pessoas com deficiência e/ou incapacidade, num ambiente familiar, com uma equipa de apoio especializada e que permita às pessoas uma normalização da sua vida e uma resposta a todas as suas necessidades imediatas.
A Casa de Abrigo, localizada na zona centro do país, tem capacidade para 7 pessoas, e sendo um projecto-piloto tem características que lhe permitem acolher maioritariamente vítimas do sexo feminino, mas eventualmente também do sexo masculino. A Casa de Abrigo tem as condições típicas duma casa familiar, evitando-se assim qualquer indício de institucionalização, tendo como uma dupla função social – acolher e fomentar a normalização e inclusão/inserção na sociedade.

Destinatários principais
São utentes da Casa de Abrigo da CERCIAG mulheres com deficiência vítimas de violência, acompanhadas ou não de filhos.

Condições de admissão
São condições de admissão na Casa de Abrigo para Mulheres Vítimas de Violência com Deficiência a verificação da existência de uma deficiência intelectual moderada ou grave, temporária ou permanente, associada ou não a uma deficiência física; Na maior parte dos casos estas mulheres estão enquadradas em respostas sociais específicas, nomeadamente Centros de Actividades Ocupacionais, Centros de Formação Profissional e/ou Residências para pessoas com deficiência, e se não frequentam nenhuma destas respostas estão sinalizadas pelos serviços da segurança social.
A verificação e a comprovação do diagnóstico destas mulheres foram realizadas por equipas técnicas pluridisciplinares, no âmbito dos serviços de segurança social e de saúde, com a colaboração, quando necessária, dos serviços do Ministério da Educação ou de outros serviços.

Ligações úteis
Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV)
(localizações e contactos)
Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG)
(Serviço de Informação às Vítimas de Violência Doméstica - contactos)
Equipa
Psicólogo
Técnica de Intervenção Social
Técnica de Serviço Social
Jurista
Enfermeira
Ajudantes de Acção Directa

Contactos

Luísa Carvalho

Pedro Galveias

Gorete Silva


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